quarta-feira, 19 de julho de 2017

Curso de marketing para cooperativas da agricultura familiar é destaque na região do Alto Uruguai Gaúcho

Conhecimentos sobre marketing devem auxiliar no desenvolvimento de cooperativas da agricultura familiar 

Um projeto realizado pela Emater/RS - Ascar , através do Núcleo de Cooperativismo de Erechim e pelo Instituto Federal (IFRS) - Campus Erechim, com a parceria da UERGS - Campus Erechim, que também tem o apoio da CRESOL e SICREDI, está possibilitando qualificação em marketing para dirigentes, associados e colaboradores de pequenas cooperativas da agricultura familiar do estado do Rio Grande do Sul. O projeto é oferecido no formato de curso, que prevê um total de 48 horas aula, com intervalos aproximados de 15 dias entre aulas.
Aulas 


O curso que iniciou no mês de junho deste ano e tem previsto sua última aula para início de dezembro, busca melhorar as práticas mercadológicas executadas pelas cooperativas, proporcionando melhores condições de competitividade no mercado, além de melhorar sua atuação junto aos seus associados e colaboradores. As aulas tem duração de 4 horas e cada uma delas trabalha um tema diferente, porém, que se complementam. 

Grande parte das cooperativas que estão participando são de municípios próximos de Erechim, mas outras percorrem mais de 100 km para frequentarem o curso, entre as cooperativas que participam do curso estão: CECAFS, COOPERSSERA, COOLAF, COPEAVE, Nossa Terra, Cooperativa dos Produtores de Erva Mate, COPPRORATAP, Cooperativa de Pequenos Agropecuaristas de Erval Grande, COOPERBEMM, COOPAF, COPAAL, COOHRTI, COOPAVI, COOLATI, além de extensionistas da Emater que também acompanham o curso. A escolha das cooperativas que estão participando do curso, foi através da livre adesão entre as atendidas pelo Núcleo de Cooperativismo da Emater de Erechim. 

As aulas são ministradas principalmente por professores da área de gestão do IFRS - Campus Erechim, mas também conta com a participação de uma professora da UERGS e com a participação de extensionistas do Núcleo de Cooperativismo que ministrarão parte de uma aula. São vários os conteúdos trabalhados, entre eles: Introdução ao marketing, comportamento do consumidor, desenvolvimento regional, introdução ao cooperativismo, marketing de relacionamento, logística, planejamento, marketing digital e e-commerce..., as aulas em sua maioria são realizados no campus Erechim do IFRS, mas também terá atividades em outros pontos da cidade. Conforme a coordenação do projeto, somente está sendo possível a realização do curso, graças a parceria entre as instituições, pois cada uma colabora com um parte e todos acabam ganhando ao final, principalmente as cooperativas. 
Abertura do curso contou com lideranças e apoiadores

Segundo os organizadores do projeto, não é possível fazer com que os participantes saiam profissionais de marketing no final do curso, pois o marketing é algo muito amplo e que demanda muito estudo, porém, é possível passar uma boa noção e melhorar algumas práticas, através da disponibilização de informações e principalmente pela construção do conhecimento através da troca de informações que ocorre durante as aulas. A partir desse primeiro curso é bem provável que outras ações sejam planejadas atendendo questões mais específicas das cooperativas, prevem os organizadores. 

 Todos os participantes com frequência nas aulas igual ou superior a 75% receberão certificação digital, emitida pelo IFRS, e cada participante fica com a tarefa de voltar até a sua cooperativa e dialogar com os demais cooperados e dirigentes possíveis ações de melhoria, a partir dos conhecimentos gerados durante o curso.  



segunda-feira, 5 de junho de 2017

Dicas para melhorar a gestão da sua propriedade rural

Publieditorial:

O mercado do Agronegócio é um ramo muito atrativo tanto para quem é apaixonado pelo assunto ou por quem deseja apenas investir. Se feito adequadamente é possível obter um bom lucro e atender uma demanda bem grande, dependendo de qual tipo de produto ou serviço esteja buscando. Muitas pessoas tentam se aventurar neste ramo sem ao menos ler sobre o assunto ou pesquisar algumas formas de ter uma boa gestão rural. Por conta disso, separamos algumas dicas para você que está envolvido neste tipo de negócio.

Confira:

Seja sempre presente

Você deve pensar na fazenda como um negócio ou uma empresa. De fato, ela é, mas você precisa entender a necessidade de estar presente acompanhando tudo que está acontecendo.  Fazer supervisão, coordenação e vigilância é essencial para garantir a máxima qualidade dos serviços prestados e evitar que erros sejam cometidos.

Conheça sua equipe

Para passar segurança é importante você conhecer de perto cada função e cada funcionário. Isso lhe trará maior produtividade e lealdade dentro da equipe, já que assim eles terão muito mais confiança em você.

Delegue tarefas

Um bom gestor deve saber delegar tarefas de forma completa. Não concentre todo o trabalho em apenas uma pessoa, saiba qual deles é o mais qualificado para realizar aquela tarefa e escolha o funcionário com mais experiência para funções mais complexas.  Além disso, é bacana incentivar colocando metas e resultados para conseguir medir como está indo o desempenho de toda equipe.


Investir em máquinas e inovações


Uma das partes mais importantes que colabora para o crescimento e aproveitamento de tempo dentro de sua fazenda é investir em maquinário e inovações. Ter um equipamento de ponta como uma roçadeira, cortador de grama, máquinas agrícolas, por exemplo, é interessante para que um trabalho que poderia ser braçal seja automatizado. No entanto, é preciso entender da necessidade de que seus funcionários passem por um treinamento para que não haja riscos no manuseio. Essa também é uma forma de garantir aos seus funcionários que você pensa na segurança deles. 

sexta-feira, 31 de março de 2017

Reunião Ordinária do COAJU é palco de debate sobre Zoneamento Ecológico Econômico do RS


Nesta quinta-feira 30/03, a reunião ordinária do Comitê de Gerenciamento da Bacia Hidrográfica do Alto Jacuí foi palco da Oficina de Pré-Diagnóstico do Zoneamento Ecológico Econômico do Rio Grande do Sul, realizada pela Secretaria do Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Sema), no auditório da UPF Carazinho. O evento teve o apoio dos Comitês de Bacias Hidrográficas Rio Passo Fundo e Rio da Várzea, sob o tema: ''ZEE-RS: estrutura metodológica e resultados preliminares da atividade de diagnóstico''. 

O evento é parte integrante do projeto de elaboração do Zoneamento Ecológico-Econômico do Rio Grande do Sul, um instrumento de auxílio ao planejamento e ordenamento territorial estadual. O ZEE-RS tem por objetivo tornar-se uma ferramenta fundamental para subsidiar a tomada de decisão quanto a planos, programas, projetos e atividades que direta ou indiretamente utilizem recursos naturais e a biodiversidade. 

O presidente do Comitê Alto Jacuí, Paulo Roberto Cervi, abriu os trabalhos da manhã, com a apresentação dos objetivos do evento e a importância da participação social no ZEE-RS. Após, a secretária adjunta do Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, Maria Patrícia Möllmann, falou sobre o projeto que está em desenvolvimento no Estado, abordando aspectos institucionais e mostrando a finalidade do projeto de zoneamento. 

A apresentação do tema foi feita pelo coordenador técnico do projeto, Marlos Henrique Batista, da Codex Remote, empresa contratada pela Sema para desenvolvimento do projeto. Também foram apresentados alguns resultados dessa etapa de pré-diagnóstico. 

Este conjunto de informações formará ferramenta de apoio ao planejamento para a gestão pública e será disponibilizado a toda sociedade. O evento contou com ampla participação de inúmeras entidades e instituições não-governamentais, que contribuíram para o enriquecimento do debate.

Fonte: texto e imagens
Juliana Leocádio T. Viganigo
Assessora de Comunicação
Comitê de Gerenciamento da Bacia Hidrográfica do Alto Jacuí

quinta-feira, 23 de março de 2017

Potencial Hídrico da Bacia Hidrográfica do Alto Jacuí é Debatido no Dia Internacional da Água

Para celebrar o Dia Internacional da Água, comemorado nesta quarta-feira (22), o Comitê de Gerenciamento da Bacia Hidrográfica do Alto Jacuí (COAJU), vinculado à Vice-Reitoria de Extensão e Assuntos Comunitários, da Universidade de Passo Fundo (UPF) realizou atividades ligadas a temática de preservação dos Recursos Hídricos.

A vice-presidente do COAJU, Danusa Ribeiro, concedeu entrevista ao Jornal do Almoço, da RBS TV, no dia 22 de março e falou sobre o potencial hídrico da Bacia Hidrográfica do Alto Jacuí. Informou que, atualmente a classe de qualidade da água da Bacia Hidrográfica é classe 2, sendo a classe 1 a mais adequada e classe 4 menos adequada. O Conselho Nacional do Meio Ambiente (CONAMA), em sua resolução nº 357 de 17 de março de 2005, estabeleceu as classes de qualidade das águas, onde define como um conjunto de condições e padrões de qualidade de água necessários ao atendimento dos usos preponderantes, atuais ou futuros. 
No dia internacional da água, Danusa alerta a população sobre o uso consciente dos Recursos Hídricos. “A água não é só um direito, mas um dever e responsabilidade de todos. A implementação e ampliação dos sistemas de esgotamento sanitários nos 42 municípios, que integram a Bacia Hidrográfica do Alto Jacuí, também presenta importante ação para melhoria da qualidade da água da Bacia”, afirma. A entrevista na integra pode ser conferida no link https://www.youtube.com/watch?v=qAKb0MdE4rQ. Ainda no dia 22/03, o COAJU distribuiu material informativo as alunas do Centro de Referência e Atenção ao Idoso (CREATI ), da UPF Carazinho sobre os cuidados com os recursos hídricos. 

Outras atividades também integraram a comemoração do Dia Internacional da Água. Em 13/03, o Instituto Educacional Girassol iniciou sua semana da água com as atividades do projeto “COAJU nas Escolas”. Foi apresentando o trabalho do COAJU, alunos professores e funcionários desafiados a refletirem sobre a atual situação dos recursos hídricos, quanto a sua qualidade e disponibilidade e reflexão sobre desenvolvimento sustentável, que ações de fato proporcionem ambientes saudáveis. 

Para finalizar a agenda de atividades, de 22 a 30 de março, no hall de entrada da Faculdade de Educação (FAED) e do Campus Carazinho, a comunidade acadêmica e geral poderá conferir a exposição “Cuidado com a água”. A atividade é uma ação conjunta do Comitê de Gerenciamento da Bacia Hidrográfica do Alto Jacuí (COAJU), do Centro de Ciências e Tecnologias Ambientais (CCTAM), da Faculdade de Educação (FAED) e da UPF Carazinho.


Texto e imagem: 
Juliana Leocádio T. Viganigo
Assessora de Comunicação
Comitê de Gerenciamento da Bacia Hidrográfica do Alto Jacuí

segunda-feira, 20 de março de 2017

Florestas, fonte de biodiversidade

Em 21 de março comemora-se o Dia Internacional das Florestas, várias são as ações realizadas mundialmente. A importância de se preservar as áreas florestais e a necessidade de uso racional dos seus recursos são o foco dos trabalhos de conscientização da população sobre as florestas.

De acordo com o estudo publicado em 13 de março, na revista científica Nature, a floresta Amazônica corre risco de cair em um círculo vicioso de seca e desmatamento, provocado pela ação humana e redução das precipitações na região. A pesquisa inovadora e complexa, liderada pela cientista Delphine Clara Zemp, do Instituto de Pesquisa Climática de Potsdam (PIK) aprofunda a estreita relação existente entre o desmatamento e a seca. Para Zemp, “quanto maior a seca, menor a floresta, e quanto menor a floresta, maior a seca. E assim sucessivamente. As consequências deste círculo vicioso entre as plantas e a atmosfera que as rodeia não estão claras."

O coautor da pesquisa Henrique Barbosa, da Universidade de São Paulo (USP), afirma que o ciclo de água da Amazônia é suscetível as mudanças climáticas. “A ação humana está impondo perturbações maciças no Amazonas, pela poda de árvores e pelos gases do efeito estufa que reduzem a umidade e as precipitações, e acaba afetando até as partes inexploradas da floresta." A conclusão de Barbosa é que “preservar a biodiversidade se transforma não só numa questão de amar a natureza, mas num elemento estabilizador do sistema terrestre." 

Neste contexto, o Comitê de Gerenciamento da Bacia Hidrográfica do Alto Jacuí desenvolve suas ações de gestão dos recursos hídricos, sempre buscando equacionar os conflitos de usos e a redução da degradação ambiental. As florestas são fontes de biodiversidade que mantém o ciclo da vida, preservá-las é essencial para sobrevivência do planeta terra, afirma Josimar Moschaider, secretário executivo do Comitê Alto Jacuí. 



Texto e imagem: Juliana Leocádio T. Viganigo
Assessora de Comunicação
Comitê de Gerenciamento da Bacia Hidrográfica do Alto Jacuí
Universidade de Passo Fundo

sábado, 28 de janeiro de 2017

Cancro cítrico - aplicação de cobre

A cultura da laranja, assim como outras cítricas ,tem nos produtos a base de cobre, o principal aliado na prevenção e controle do cancro cítrico e outra doenças, no caso do cancro, se trata de uma doença causada por bactéria e que precisa de umidade para entrar nas plantas pelos poros das folhas jovens, nesse sentido, o cobre cria uma camada protetora que impede esse processo, porém, essas folhas jovens vão crescendo e as partes novas ficam desprotegidas, necessitando de novas aplicações quando o clima estiver favorável a incidência da doença.

Uma das medidas de controle como já mencionado, é o uso de produtos a base de cobre como prevenção, pois é preciso evitar que a bactéria entre na planta, porém geralmente o agricultor tem o costume de aplicar esses produtos após ocorrência da chuva e isso se deve muito em algumas regiões, devido aos produtores associarem esse tipo de aplicação ao que é feito em parreiras, no entanto, na cultura da laranja e de outras frutas cítricas o tratamento deve ser feito antes da ocorrência da chuva, para ter um bom resultado de controle e otimização dos recursos aplicados na cultura

.Outra medida interessante para melhorar os resultados no controle e principalmente para evitar que a doença entre nos pomares, é acompanhar a previsão do tempo, como o objetivo é proteger a planta, nesse caso, aplicando produtos a base de cobre para criar uma proteção que evita a entrada das bactérias do cancro pelos poros das folhas, é fundamental fazer as aplicações antes da chuva, sendo assim, a previsão do tempo é um importante aliado dos citricultores. Está medida também pode diminuir custos e impactos ambientais, na medida que em muitos casos onde não existe previsão de chuva e o clima está seco, pode-se evitar a entrada de pulverizadores e aplicações desnecessárias.

segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

Aplicativo para o agronegócio que ajuda propriedades rurais a aumentarem seus lucros

Como já exposto em outras postagens, o meio rural não pode ficar parado no tempo quando se trata das tecnologias digitais, já escrevi sobre os aplicativos disponibilizados pela gratuitamente pela UFSM, agora trago esta postagem sugerida pela equipe  Ruralito. 

O objetivo do aplicativo Ruralito é proporcionar a realização de negócios entre produtores do meio rural, sem intermediários, também possibilita que o produtor gerencie sua propriedade na palma da mão, de forma simples e rápida, e com outra vantagem, não tem custo adicional. 

O aplicativo Ruralito permite que a propriedade rural negocie seus produtos diretamente com outros produtores, atacadistas, varejistas ou até mesmo com o consumidor final. Sem intermediários, nem comissões, com aumento dos lucros ao produtor.





O aplicativo é baixado gratuitamente e também oferece um espaço para gestão da propriedade, onde pode-se registrar os dados e informações da produção rural na palma da mão, de onde o produtor estiver, permitindo mais facilidade para gerir a propriedade rural.

Se o produtor quiser cadastrar novos animais de sua propriedade, é só pegar o celular e atualizar os dados, na hora, de qualquer lugar, inclusive do campo.

Além das propriedades rurais, o Ruralito também pode ser usado por cooperativas para negociar produtos dos seus associados, varejistas e até consumidores que querem comprar produtos diretamente do produtor.


A ideia do aplicativo foi do produtor rural Fernando Lorenzini que percebeu a necessidade de ter um aplicativo no celular que pudesse facilitar a vida do homem do campo. 

O Ruralito foi desenvolvido pela aceleradora de startups Younner. O app foi lançado na última Expointer e desde então já tem nova versão, atualizada e mais completa. 


CONTATOS RURALITO:  ruralitoapp@gmail.com
                                             www.ruralito.com.br

Fonte informações e imagens: Equipe RURALITO 

sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

Pronaf DAP - algumas dúvidas

Devido a dúvidas sobre a emissão de DAP, como extrair DAP por cpf, sistema DAP, normas para acesso ao PRONAF, entre outras que leitores dos blogs Rural Atual, e no meu Pessoal tiveram, e acabaram entrando em contato pedindo orientações, resolvi escrever esta postagem para tentar ajudar no esclarecimento de algumas dúvidas que foram mais frequentes.


Consultando orientações do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA), e da Secretaria Nacional da Agricultura Familiar (SAF), publico abaixo 12 dos principais pontos que identifiquei com dúvidas dos leitores dos meus blogs. Espero que auxilie.

1º - Sobre os Status das DAPs o que significa: 
- DAP Válida: Está informando que sua DAP passou por análise da condição de agricultor familiar e não sofreu impugnação posterior, que motivasse o cancelamento.
- DAP Cancelada: Ocorre que após a sua inclusão na base de dados da SAF, foi impugnada por não estar atendendo a algum dos pré-requisitos exigidos. É preciso quando não souber o motivo, entrar em contato, com o emissor e ou com órgão federal responsável.
- DAP Expirada: É aquela que já venceu seu prazo de validade.
- DAP Última versão: É a DAP mais recente emitida e registrada na base de dados da SAF.
- DAP Ativa:  Aquela emitida e registrada na base de dados da SAF sem nenhum erro ou vício de emissão. Para ser ATIVA deve ter outros dois status: Ser Última versão e também ter o status de Válida. Para ter acesso ao PRONAF a DAP deve ter o status Ativa.

2º - Qual o entendimento de Unidade Familiar de Produção Rural (UFPR)?
É o conjunto, composto pelos componentes familiares e eventuais agregados ( podem ser parentes ou não), abrange também indivíduos sem família, que explore uma combinação de fatores de produção, com a finalidade de atender à própria subsistência, assim como, a demanda da socidade por alimentos e outros bens de serviços, que atendam os requisitos legais exigidos para a respectiva identificação e qualificação.

3º -  Como é entendido a exigência de residir no estabelecimento ou local próximo?
Conforme a SAF,  a análise da residência em local próximo deve observar a viabilidade do deslocamento da força de trabalho familiar da residência ao estabelecimento produtivo para a execução das atividades laborais geradoras de renda no estabelecimento.

sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

Presença de moscas no composto orgânico

Presença em excesso de moscas no composto orgânico pode indicar falhas no processo de compostagem.

A presença de moscas no composto orgânico é algo que em muitos casos incomoda, principalmente quando o composto está sendo produzido próximo as residências. Além do incômodo, isso pode ser indicativo de que algo não está correndo bem no processo de fermentação e transformação dos resíduos orgânicos em composto.

As moscas não são de todo prejudiciais, elas possuem sua função na natureza e no caso do resíduos orgânicos elas ajudam a decompor, o problema é que elas também podem contaminar ambientes e alimentos. Logicamente que é normal alguma mosca aparecer no composto, mas o que não pode é o excesso, que entre outras causas, pode estar ocorrendo pelo excesso de umidade.

É preciso verificar se o composto está com muita umidade, pois, em muitos casos esse é o motivo do excesso de moscas, além de que, o excesso de umidade ocasiona problema na fermentação, pois a água acaba ocupando o lugar do ar, e este é fundamental para que ocorra a fermentação e composto fique com boa qualidade.

O composto quando pronto tem aspecto de terra preta, com cheiro de solo fértil, este quando amontoado não esquenta mais e nem fica com cheiro desagradável. Quando identificado o excesso de água no composto, é preciso revolver a pilha e espalhar um pouco o material para que ele seque um pouco e volte a ter um equilíbrio.

A água em demasia é prejudicial como já dito, ela ocupa o lugar do ar e acaba forçando a decomposição dos materiais orgânicos de forma anaeróbica (sem presença de ar), este processo será mais lento e causará mau cheiro. Mas é importante observar que a falta de água paralisa o processo, ao prejudicar as bactérias.

Podemos identificar a umidade correta do composto, retirando um punhado da mistura do meio da composteira e espremendo na mão. Se a sua mão ficar úmida é sinal que a umidade está no ponto certo. Caso escorra água entre os dedos é por estar com muita umidade, nesse caso, temos que espalhar um pouco para baixar a umidade. No caso de apenas formar um bolo que se esfarela é por estar muito seco, nesse caso é preciso acrescentar água. A presença de uma espécie de pó branco no meio do composto também se deve à falta de umidade. 

Outros aspectos também influenciam no aumento das moscas no composto, a falta de matéria seca para equilibrar a umidade; a utilização em demasia de alimentos de cozinha com carnes; o composto não estar protegido da chuva e sol; alguns resíduos que são colocados na compostagem já receberam a postura das moscas e acabam nascendo durante o processo. 

Para evitar o excesso de moscas, em alguns casos é possível por sobre a pilha uma camada de terra, também pode-se evitar a colocação de carne no composto, pois tem grande potencial de atratividade para moscas.

Importante também acompanhar a temperatura do composto para verificar se o processo de compostagem está correndo de acordo, com isso, é possível diminuir a incidência de moscas, mas também é importante entender que é muito difícil livrar-se totalmente delas.

Leia também Dicas-para-fazer-compostagem  

terça-feira, 3 de janeiro de 2017

Controle da temperatura no processo de compostagem

A transformação de resíduos orgânicos em composto orgânico, para utilização na melhoria das condições físicas, químicas e biológicas do solo, é uma ótima alternativa que beneficia o meio ambiente e pode favorecer economicamente quem adota esta prática.

Durante o processo de produção do composto é preciso que a pilha de material em decomposição alcance temperatura adequada, para isso, é importante monitorar a temperatura, não permitindo que alcance os 70ºC, pois causará a mortes de microrganismos importantes para o processo.


Quando a pilha alcançar ou se aproximar dos 50º C é aconselhável revirar o material, mas para realizar essa medição de temperatura é preciso um termômetro de barra, porém, envolve custos para aquisição, por isso, a técnica que utiliza uma barra de ferro geralmente é mais utilizada e é realizada da seguinte forma: utilize uma barra de ferro cumprida o suficiente para alcançar no mínimo até o centro da pilha de composto, mantenha por aproximados 10 minutos, depois retire e segure a ponta da barra de ferro com a mão. Caso estiver quente a ponto de não conseguir segurar, é indicativo de que a pilha está muito quente, tendo que revirar o mais rápido possível para resfriamento.


No momento que for revirar a pilha de composto é interessante observar se existe umidade adequada, caso tiver muito seco, é o momento de regar. Geralmente entre 5 ou 10 dias é o tempo em que a temperatura se eleva a ponto de ter que novamente revirar o composto para baixar a temperatura, logicamente esse tempo é uma estimativa que pode variar por vários aspectos, por isso, é preciso que a pilha tenha sua temperatura monitorada com frequência. 

Leia também /dicas-para-fazer-compostagem

quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

Caminho das águas é tema da atividade de encerramento do COAJU nas escolas


Um navegador, com seu barquinho, viajava pelo Rio Grande do Sul conhecendo as belezas da Bacia Hidrográfica do Alto Jacuí e também seus principais rios, arroios e lagoas.  Esse foi o tema do teatro, “ O Caminho das Águas”, realizado pelo Comitê de Gerenciamento da Bacia Hidrográfica do Alto Jacuí, que ocorreu na tarde de ontem (30/11), no teatro do SESC – Unidade Carazinho. O evento reuniu 250 alunos da Escola Estadual de Ensino Básico Érico Veríssimo, localizada no município de Carazinho.  Essa atividade integra o fechamento do projeto COAJU, que foi desenvolvido pela equipe do Comitê, durante o ano de 2016.
 
Projeto COAJU nas Escolas
 COAJU nas Escolas é um projeto de educação ambiental, com foco na conservação dos recursos hídricos, com uma proposta de trabalho direcionada as comunidades escolares, de instituições públicas e privadas, que integram a região de abrangência da Bacia Hidrográfica do Alto Jacuí. O objetivo de construir valores e relações sociais, conhecimentos, habilidades, atitudes e competências que contribuam para a participação das crianças na preservação das águas e seu uso racional.

As instituições de ensino recebem a equipe do COAJU, que realiza um encontro com alunos, professores e funcionários abordando importantes temas como preservação dos recursos naturais, comitê de bacias, gestão dos recursos hídricos, qualidade e disponibilidade da água e gestão compartilhada.
Entenda um pouco mais sobre o COAJU
O Comitê de Gerenciamento da Bacia Hidrográfica do Alto Jacuí (COAJU) é conveniado com a Vice-Reitoria de Extensão e Assuntos Comunitários, da Universidade de Passo Fundo. É composto por representantes dos usuários de água, da população da bacia e de órgãos públicos. O COAJU foi criado em 2001 e abrange 42 municípios. É uma instância social, democrática e deliberativa, onde a população e usuários da água, juntamente com os órgãos do governo, interagem para gerenciar a qualidade e a disponibilidade das águas da Bacia Hidrográfica do Alto Jacuí. 

Municípios de abrangência:

Alto Alegre, Arroio do Tigre, Boa Vista do Incra, Campos Borges, Carazinho, Chapada, Colorado, Cruz Alta, Ernestina, Espumoso, Estrela Velha, Fortaleza dos Valos, Ibarama, Ibirapuitã, Ibirubá, Jacuizinho, Júlio de Castilhos, Lagoa Bonita do Sul, Lagoa dos Três Cantos, Lagoão, Marau, Mato Castelhano, Mormaço, Não-Me-Toque, Nicolau Vergueiro, Passa Sete, Passo Fundo, Pinhal Grande, Quinze de Novembro, Saldanha Marinho, Salto do Jacuí, Santa Bárbara do Sul, Santo Antônio do Planalto, Segredo, Selbach, Sobradinho, Soledade, Tapera, Tio Hugo, Tunas, Tupanciretã e Victor Graeff.


Texto e imagens: Assessoria de imprensa COAJU