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quarta-feira, 22 de abril de 2015

Cuidados com as abelhas durante o inverno

Se aproxima o inverno e os cuidados com as colmeias são necessários para identificar possíveis enxames fracos, que podem não suportar a passagem do inverno caso não recebam cuidados especiais. Para o apicultor não perder enxames durante o período de frio que atinge o sul do Brasil, é necessário ter conhecimento de alguns princípios básicos que ajudam a tomar as melhores decisões.
Astrapeia


As abelhas se abastecem num raio médio de três quilômetros, buscando flores disponíveis no ambiente, porém, durante este período de frio, não existe muita oferta de flores, uma boa opção que pode ser plantada próximo ao apiário é a astrapéia, que floresce em pleno inverno e é bem aceita pelos insetos.

É preciso que o apicultor observe o clima, pois, mesmo estando no inverno, em alguns anos ocorrem alguns dias de sol e maior calor, fazendo com que as abelhas consigam buscar alimentos para o enxame, por isto, é importante a observação do proprietário. Porém em períodos chuvosos e frios em muitos casos é necessário entrar com alimentação complementar para que o enxame não enfraqueça demais, ou até mesmo venha a morrer.

quarta-feira, 8 de abril de 2015

Polinização pode aumentar a produção de canola

A canola possui mecanismos de autopolinização, mas a presença de insetos polinizadores pode aumentar o percentual de flores fecundadas e o rendimento de grãos da cultura.
Pesquisas conduzidas pela Rede Brasileira para Polinização de Canola (parceria entre PUCRS, FEPAGRO e UCS) avaliaram o impacto na presença das abelhas em lavouras de canola do Rio Grande do Sul. O objetivo foi quantificar a importância das abelhas e outros insetos polinizadores no rendimento das lavouras.
Foram realizados estudos durante a floração da canola em três municípios gaúchos: Esmeralda, Estrela e Guarani das Missões.
A metodologia contou com três comparações: lavoura aberta (processo natural de polinização), lavoura coberta (livre de abelhas) e polinização manual flor a flor.
As avaliações identificaram mais de 38 espécies de insetos polinizadores, e verificaram que a abelha Apis mellifera é a espécie mais abundante e importante, representando em média 76% dos polinizadores nas lavouras.
De acordo com a pesquisadora Betina Blochtein, da Pontifícia Universidade Católica do RS (PUC-RS), os resultados foram surpreendentes: a visitação livre de abelhas aumentou entre 17% (híbrido Hyola 420) a 30% (Hyola 61) a produtividade de canola. "Isso é só lucro, o produtor não teve custos para atingir esse aumento na produção de grãos", conta Betina. Segundo a pesquisadora, a maior presença das abelhas aumentou o número de síliquas e o peso dos grãos de canola. O efeito sobre o rendimento de grãos depende da densidade de polinizadores na lavoura, das condições meteorológicas durante o período de floração (abelhas não toleram frio abaixo de 15ºC) e da variedade de canola (diferenças na duração da floração). De modo geral, o estudo indica que a polinização não só melhora o rendimento de grãos da cultura, mas também contribui para uniformidade e precocidade da formação de síliquas.
O impacto do uso de colmeias próximas a lavouras de canola também está na geração de  renda adicional através da produção do mel de canola, com alta valorização no mercado europeu, mas ainda pouco explorado no Brasil.
Embora o uso de agrotóxicos geralmente seja menor no cultivo de canola em comparação a outras culturas de grãos, é preciso atenção do produtor no uso dos defensivos para favorecer a presença dos insetos polinizadores, já que as abelhas são extremamente sensíveis aos resíduos de agrotóxicos.
Outro fator importante para o fortalecimento das populações de abelhas na área é a diversificação da paisagem para a conservação de ninhos e oferta de alimentos para as espécies nativas. Como as abelhas voam distâncias relativamente curtas (300 m a 3 km), torna-se necessária a manutenção de áreas semi-naturais como capões, afloramentos rochosos, madeiras secas próximas às lavouras e vegetação espontânea com flores nas margens de estradas. "Infelizmente, em algumas lavouras, nós não encontramos uma única abelha. Talvez o fator nem seja a condução da lavoura, mas a paisagem uniforme, com imensas lavouras contínuas, sem locais de refúgio para os insetos, desfavorecendo a presença de abelhas", explica Betina Blochtein.
De acordo com o pesquisador da Embrapa Trigo, Gilberto Omar Tomm, para que o trabalho das abelhas possa se traduzir em lucros na lavoura, é preciso seguir uma série de cuidados com o manejo da canola: empregar inseticidas somente quando atingir o nível de dano econômico; identificar e indicar os defensivos e o manejo que sejam menos danosos aos insetos polinizadores e que apresentem o menor risco de resíduos no mel; se for imprescindível, a aplicação de defensivos deve ser realizada fora do horário de visitação de abelhas (antes das 9h e após as 17h); sempre que possível, as colmeias devem ser fechadas ou removidas para reduzir a exposição dos polinizadores aos agrotóxicos.
 Fonte: Embrapa
Joseani M. Antunes (9693 MTb/RS) 
Embrapa Trigo 
 
Telefone: 5433165860

domingo, 24 de agosto de 2014

Água para as abelhas


Ao contrário do que muitos pensam, a abelha necessita de bastante água para manter o equilíbrio térmico do enxame, a água é fundamental para a saúde das abelhas e para o equilíbrio do enxame como um todo, por isso um dos primeiros aspectos a serem observados no momento de implantar um apiário á a disponibilidade de água em local próximo, que seja limpa e que esteja disponível o ano todo.

É recomendado que a água esteja disponível para as abelhas em uma distância máxima de 500 metros, distâncias maiores prejudicam o enxame, pois demanda das abelhas mais gasto de energia no transporte de água, caso não tenha um curso d'água próximo é preciso instalar bebedouros, no verão a necessidade por água é maior pois as abelhas precisam manter a temperatura da colmeia estável.

A sombra é outro aspecto que deve ser levado em conta na instalação do apiário, o excesso de calor prejudica muito os enxames. As colmeias devem ser distribuídas pelas sombras naturais existente no apiário ou em sombras criadas artificialmente, porém essa sombra deve proporcionar boa aeração e luminosidade.

O uso de telhados largos, de tampas com ventilação, de grandes aberturas nos alvados, de pintura clara para refletir os raios solares e de pontos de circulação de ar pelas caixas, ajudam a reduzir o aquecimento da colmeia. Por outro lado os primeiros raios de sol são importantes para o enxame, pois com eles as abelhas campeiras iniciam seu trabalho mais cedo e a radiação ultra violeta que tem efeito bactericida e fungicida, contribui para boa saúde da colônia, por isso, é recomendável a instalação da colmeia em local que permita a entrada dos raios solares da manhã através do alvado.

sábado, 1 de junho de 2013

Apicultura- cuidados com os enxames durante o inverno


Chegando o inverno é fundamental que o apicultor adote manejo para preservação e fortalecimento dos enxames para o próximo período de floração, principalmente quando o produtor adota sistema intensivo de produção e geralmente os enxames ficam com pouca reserva de alimento para enfrentar o período de escassez de alimento, o que pode causar até a morte de parte ou totalidade do enxame. 
Abelhas atraídas pela flor do gerasol

Após o período de inverno vem o novo período de floração onde muitos enxames estão enfraquecidos com poucas operárias e essas por vezes estão velhas, isso quer dizer que muitas vão morrer no trabalho de busca por pólen, néctar e água. A produção de novas operárias demora 21 dias desde a postura feita pela rainha até a fase adulta. Nesses casos é recomendado a alimentação estimulante no final da entressafra, antes da nova florada, incentivando o crescimento populacional do enxame com antecedência. 

Tanto a alimentação de manutenção como a estimulante são práticas benéficas para os enxames e para os apicultores, que obtêm aumento da produção e retorno financeiro. A alimentação de subsistência também pode ou deve ser utilizada em outros períodos de escassez de alimento e quando da captura de enxames "novos" .

Outras medidas são adotadas no período de inverno quando a temperatura cai muito, entre elas a redução do alvado (entrada da colmeia) esse procedimento diminui a entrada de ar frio e ajuda manter a temperatura da colmeia. Também a revisão e movimentação dos favos, posicionando os favos velhos nas laterais da colmeia é indicado.

É importante entender que ao contrário do que muitos pensam as abelhas não param de trabalhar no inverno , elas precisam fazer voos de higienização, coleta de água, identificação de florada e perde-se muitas abelhas nesse processo, principalmente em dias chuvosos, por isso o apicultor deve fazer visitas nas colmeias durante o inverno e verificar o seguinte:
  • Identificar colmeias enfraquecidas e com necessidade de alimentação artificial - Caso identificado realizar alimentação de manutenção. 
  • Colmeias com pouca população - Em alguns casos é recomendável mudar o enxame para um núcleo tomando alguns cuidados, para isso recomendo procurar orientação técnica mais próxima. 
  • Colmeias zanganeiras - Em alguns casos ocorre a morte da rainha no inverno e ai as abelhas tentarão produzir outra rainha, em alguns casos o enxame não tem êxito e nesse caso é recomendável unir a colmeia zanganeira a outra colônia. 
  • A postura da rainha - a verificação da postura da rainha pode indicar a necessidade de troca da rainha por outra na próxima estação. 
  • Verificar a cera - Favos vazios não devem ficar na colmeia. 
  • Verificar o estrado - Importante manter os estrados limpos.
  • Arredores - No inverno é um bom período para limpar os arredores dos apiários.
Obs: Na medida do possível não fazer vistorias nas colméias em dias muito frios, dar preferência para os horários próximo ao meio dia e quando a céu estiver limpo e a temperatura acima dos 12 graus. 

É papel do apicultor amparar os enxames nos períodos mais críticos, principalmente no inverno, é muito mais fácil e rentável ter esse trabalho do que depois ter que recuperar os enxames em estações posteriores. 


segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Apicultura - União de enxames

Para uma boa produção de mel uma colméia precisa de bastante abelhas, segundo especialistas uma colméia com 80.000 abelhas produz mais que 5 colméias com 30.000 abelhas cada. Uma das formas de melhorar este aspecto é juntar duas colméias, uma forma de fazer isto é a seguinte:
  1. Pegar uma folha de papel de tamanho suficiente para cobrir o ninho, perfure bastante a folha com um alfinete e passe mel nos dois lados.
  2. Retire a tampa de uma das colméias e sobre ela coloque o papel que está preparado com mel.
  3. Coloque sobre o papel o ninho da outra colméia sem fundo e sem rainha .
  4. Mantenha o alvado reduzido por alguns dias.
  5. Em dois ou três dias retire o ninho de cima e recomenda-se varrer as abelhas que estão nos favos para o ninho de baixo que está com a rainha. Remover os restos de papel e colocar a tampa ou melgueira e depois a tampa.
OBS:  A divisão com o papel é para que as abelhas não briguem e com o tempo as operárias vão desgastando o papel e unindo as colméias aos poucos, quando acontecido isto, as abelhas já estarão acostumadas com o feromônio das outras.

Outro aspecto a ser observado é o papel que vai ser usado, o mesmo deve ser flexível com textura de jornal ou papel de embrulho, muitos ainda usam o próprio jornal, mas existem teorias que o chumbo usado na impressão poderia contaminar o mel, porém nada comprovado até o momento.

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Alimentação de abelhas

Geralmente é recomendado fornecer alimentação complementar para abelhas, isso se faz necessário em duas situações:

Primeiro: Quando falta alimento para as abelhas se manterem na colméia, isso pode ocorrer em épocas que existe por um motivo ou outro escassez de flores, geralmente nos meses de junho, julho e agosto, também é normal em algumas regiões ocorrer falta de floração nos meses de janeiro e fevereiro. Outro motivo de ocorrer falta de alimento é por algum tipo de problema ou até mesmo pela intervenção do apicultor. Para esses momentos que exige complementação da alimentação deve-se fornecer alimento com carboidratos e proteínas.

Segunda situação: em torno de quarenta dias antes da florada: Alimentação nesse momento visa estimular a produção de crias e assim garantir colméias mais fortes, com alta população, capazes de aproveitar ao máximo a florada disponível desde o seu início, esse alimento estimulante deve ser oferecido para as abelhas na forma líquida.

Sugestões para alimentação: 
- Para alimentação das abelhas pode-se utilizar água açucarada na proporção de 50% de açúcar + 50% de água fervida, ou também pasta de açúcar e mel (açúcar de confeiteiro umedecido com mel e sovar até tomar uma consistência compacta).
- No caso da alimentação líquida, deve-se fornecer em alimentadores onde o volume de água não permita que as abelhas se afoguem, dar preferência para alimentadores internos ou semi-internos.
- No caso de alimentos sólidos, o recomendado é o método individual, coloca-se uma tábua com um furo para passagem das abelhas no lugar da tampa; sobre esta coloca-se um ninho ou melgueira sem caixilhos; dentro coloca-se o alimento e por último a tampa (parte superior da caixa).

Sugestão de fórmula de alimento sólido rico em proteina.

Ingredientes:
- 25% de farelo de soja
- 75% de açúcar (preferência mascavo)

Preparo:
- Triturar o farelo de soja até ficar no ponto de farinha fina; da mesma forma fazer com o açúcar; depois é só misturar bem os dois ingredientes.

Como utilizar:
- Colocar 500 gramas da mistura em cada colméia; essa quantidade dá para aproximadamente 30 dias.