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sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

Presença de moscas no composto orgânico

Presença em excesso de moscas no composto orgânico pode indicar falhas no processo de compostagem.

A presença de moscas no composto orgânico é algo que em muitos casos incomoda, principalmente quando o composto está sendo produzido próximo as residências. Além do incômodo, isso pode ser indicativo de que algo não está correndo bem no processo de fermentação e transformação dos resíduos orgânicos em composto.

As moscas não são de todo prejudiciais, elas possuem sua função na natureza e no caso do resíduos orgânicos elas ajudam a decompor, o problema é que elas também podem contaminar ambientes e alimentos. Logicamente que é normal alguma mosca aparecer no composto, mas o que não pode é o excesso, que entre outras causas, pode estar ocorrendo pelo excesso de umidade.

É preciso verificar se o composto está com muita umidade, pois, em muitos casos esse é o motivo do excesso de moscas, além de que, o excesso de umidade ocasiona problema na fermentação, pois a água acaba ocupando o lugar do ar, e este é fundamental para que ocorra a fermentação e composto fique com boa qualidade.

O composto quando pronto tem aspecto de terra preta, com cheiro de solo fértil, este quando amontoado não esquenta mais e nem fica com cheiro desagradável. Quando identificado o excesso de água no composto, é preciso revolver a pilha e espalhar um pouco o material para que ele seque um pouco e volte a ter um equilíbrio.

A água em demasia é prejudicial como já dito, ela ocupa o lugar do ar e acaba forçando a decomposição dos materiais orgânicos de forma anaeróbica (sem presença de ar), este processo será mais lento e causará mau cheiro. Mas é importante observar que a falta de água paralisa o processo, ao prejudicar as bactérias.

Podemos identificar a umidade correta do composto, retirando um punhado da mistura do meio da composteira e espremendo na mão. Se a sua mão ficar úmida é sinal que a umidade está no ponto certo. Caso escorra água entre os dedos é por estar com muita umidade, nesse caso, temos que espalhar um pouco para baixar a umidade. No caso de apenas formar um bolo que se esfarela é por estar muito seco, nesse caso é preciso acrescentar água. A presença de uma espécie de pó branco no meio do composto também se deve à falta de umidade. 

Outros aspectos também influenciam no aumento das moscas no composto, a falta de matéria seca para equilibrar a umidade; a utilização em demasia de alimentos de cozinha com carnes; o composto não estar protegido da chuva e sol; alguns resíduos que são colocados na compostagem já receberam a postura das moscas e acabam nascendo durante o processo. 

Para evitar o excesso de moscas, em alguns casos é possível por sobre a pilha uma camada de terra, também pode-se evitar a colocação de carne no composto, pois tem grande potencial de atratividade para moscas.

Importante também acompanhar a temperatura do composto para verificar se o processo de compostagem está correndo de acordo, com isso, é possível diminuir a incidência de moscas, mas também é importante entender que é muito difícil livrar-se totalmente delas.

Leia também Dicas-para-fazer-compostagem  

quinta-feira, 1 de setembro de 2016

Como recuperar o solo degradado

Na agronomia uma, em muitas preocupações são os cuidados com o solo, para com ele garantir boas colheitas e o retorno de altos investimentos. Muitos fazendeiros e agricultores investem todos os anos milhares de reais em plantações diversas e o maior temor deles é que algo de errado e a colheita não seja boa.

O solo danificado necessita de um bom planejamento de recuperação, que seja intensivo e qualificado e para esse trabalho é necessária a contratação de um agrônomo, pois ele irá estudar o solo, conhecer seus problemas e criar estratégias para recuperá-lo rapidamente.

Os principais motivos da danificação de solo são:

Erosão - Causado normalmente por fortes chuvas e desmatamento.

Salinização - Consiste no excesso de sal no solo, normalmente causado por problemas na irrigação da terra.

Compactação - Principalmente causado por pisoteio de animais e por maquinas agrícolas.

Poluição química - Causado pelo uso indevido de fertilizantes e inseticidas.

Independente do ativo causador da danificação o agrônomo responsável por tornar o solo fértil novamente terá muito trabalho. Veja a lista das principais tarefas desse profissional para recuperação de solos danificados:

Levantamento dos recursos

O agrônomo terá que reconhecer cada detalhe do solo e assim conhecer a origem do problema. Depois disso, terá que buscar os recursos necessários para a recuperação da terra. Os principais recursos são; máquinas, implementos agrícolas e recursos humanos.

Planejamento

Com as informações levantadas e os recursos necessários adquiridos deve ser feito o planejamento e junto a ele a elaboração de um cronograma de trabalho.

Com o planejamento definido começam as ações de recuperação de solo e posteriormente o preparo do mesmo para o próximo plantio e assim a espera pela próxima colheita.

Texto e imagem: Isabela Klein

quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

Formigas cortadeiras - Dicas para o controle

 As formigas cortadeiras são responsáveis pela dor de cabeça de muitos produtores que sofrem com os prejuízos por elas causados, isto ocorre principalmente quando existe um desequilíbrio ambiental. Muitas culturas são atacadas pelas formigas, algumas causando maiores prejuízos, é o caso das áreas de florestamento.
 Uma das formas de controlar os danos é o uso de iscas formicidas, este meio de controle apresenta algumas vantagens, como o menor impacto ambiental e um bom nível de controle quando corretamente aplicado. São várias marcas comerciais de formicidas, cabe ao responsável técnico pela área orientar qual a "melhor".

Para alcançar um bom controle, é preciso seguir alguns critérios básicos na aplicação de formicidas. A quantidade de iscas a serem aplicadas depende do tamanho do formigueiro, então, devemos começar calculando a área do formigueiro, para isto, mede-se a maior largura e multiplica-se pelo maior comprimento, e utiliza-se aproximadas 8g de isca formicida por metro quadrado, porém, sempre verifique as recomendações do fabricante. 
Em fruticultura e florestamento é recomendável iniciar o controle antes da implantação da cultura, aproximadamente seis meses antes do plantio, esta prática diminui os riscos de prejuízos ou até mesmo a morte das novas mudas que nesta fase sofrem mais com este tipo de agressão. A quantidade de formicida a ser utilizado por hectare depende muito, observa-se o uso de quantidades que variam de 3 a 4 quilos por hectare até quantidades superiores aos 30 kg/há, esta variação depende muito do grau de infestação, por isto é importante ter um acompanhamento constante para evitar que as formigas se tornem praga com alto poder destrutivo.
Quando definido a dose que será utilizada é preciso aplicar o produto, para isto, é preciso observar alguns detalhes, em primeiro lugar deve-se achar a casa do formigueiro. Após, identifica-se as carreiras e caminhos que elas costumam seguir. Um detalhe fundamental é  o de aplicar as iscas ao lado dos caminhos identificados, intercalando a cada 10 a 20 cm. Muitas pessoas acham que o correto é depositar as iscas diretamente nas carreiras ou direto no olho do formigueiro, porém , está não é melhor alternativa técnica.
Algumas dicas podem ajudar o produtor(a) a alcançar melhores resultados no controle de formigas cortadeiras com o uso de iscas, entre elas:
  • Iniciar o controle meses antes de realizar o plantio;
  • Os formigueiros que serão controlados devem estar em atividade;
  • Não aplicar iscas se existir forte probabilidade de chuva nas próximas horas.
  • Em caso de aplicações em áreas de pastoreio de gado, retirar os animais cerca de 30 dias antes da aplicação;
  • A utilização de equipamentos próprios para aplicação de formicida, melhoram os resultados.
  • O aplicador deve sempre utilizar Equipamentos de Proteção Individual (EPI).
  • Busque orientação técnica de profissional habilitado.
Lembre-se: As plantas que possuem maior desequilíbrio nutricional sofrem mais com ataque de pragas como a formiga, por isto, é importante analisar bem o porque de ataques severos de formigas, pois, é bem possível que o produtor precise adotar outras medidas, além da aplicação de formicida. Esta atenção pode precaver de ocorrerem outros danos por outras espécies de "pragas" ou mesmo de doenças e desequilíbrios nutricionais.

domingo, 18 de janeiro de 2015

Instalações elétricas - Preste atenção

Todo mundo já passou por apuros ou conhece alguém que teve problemas com instalações elétricas, seguidamente ficamos sabendo de casos de incêndio causados por falhas no sistema elétrico, além dos prejuízos materiais, o consumo excessivo de energia e o pior de tudo, em alguns casos a morte de pessoas. Você que está lendo pode diminuir as probabilidade de ser vítima de problemas do tipo, basta tomar alguns cuidados.

Um dos primeiros aspectos que você tem que avaliar,é a idade das instalações, é normal as casas, apartamentos, galpões, entre outras obras, serem construidas a mais de uma década e nunca terem recebido nenhuma vistoria.  Então, quando existir instalações antigas e que a tempo não recebem vistorias de um profissional habilitado, é preciso procurar estes profissionais e solicitar que seja feito uma avaliação de toda parte elétrica e se verificado a necessidade fazer as trocas necessárias. 

Alguns pontos que devem ser observados e dicas para aumentar a segurança em se tratando de instalações elétricas.
  • Verifique se todas as tomadas são de modelos que possuem três pólos, estes são os modelos corretos. As instalações elétricas devem ter o fio terra instalado em todas as tomadas, para proteção contra choques. 
  •  Os quadros de força não devem ser feitos de madeira ou de outro material que sirva como combustível.
  • Observe as emendas dos fios, se observar emendas desencapadas é preciso providencial o concerto com urgência.
  • Cuidado com as famosas gambiarras, onde é colocado vários equipamentos em uma mesma tomada, essa atitude pode causar aquecimento excessivo na fiação e problemas maiores. 
  • Quando a família começa a comprar vários equipamentos que consomem bastante energia, busque assistência técnica para avaliar suas instalações. Não coloque em risco seu patrimônio e sua vida. 
  • Quando precisar de uma instalação elétrica, vale a pena investir na contratação de um profissional da área.
  • Quem for trabalhar com eletricidade deve utilizar Equipamento de Proteção Individual, específico para o trabalho.
  • De preferência para postes de concreto para condução de fiação elétrica, ao invés de postes de madeira.
  • Evite acumular materiais combustíveis próximo a bombas e quaisquer equipamentos elétricos que possam gerar calor.
  • Instalações que estiverem em contato com a água devem ser blindadas, estanques ou aterradas.
  • Verifique e siga as instruções do fabricante de cercas elétricas.
  • Se tiver condições proteja as edificações contra descargas atmosféricas (para-raio).
Outras medidas e observações podem ser feitas para aumentar a segurança do seu patrimônio, entre eles o maior que é a sua vida e de sua família, por isto, a dica é sempre buscar o trabalho de profissionais especializados na área de eletricidade. É um investimento que vale a pena. 




sábado, 20 de setembro de 2014

Recomendações para embalar frutas e verduras direto no campo

Muitos produtores (as) optam por embalar a produção de frutas e ou verduras diretamente a campo, como forma de agilizar o processo e até mesmo por questões de custos. Essa é uma decisão tomada pelos administradores da propriedade. Para obter bons resultados no processo de embalar direto a campo é fundamental tomar alguns cuidados, entre os quais podemos citar:
  • Sempre evitar o contato dos produtos com o solo, durante o processo de colheita;
  • Os recipientes utilizados na colheita devem ser desinfetados antes da sua utilização;
  • Sempre manter os recipientes que serão utilizados para embalagem, armazenados em local limpo, seco e afastado de contaminantes de qualquer tipo. 
  • O processo de manuseio das embalagens, assim como armazenamento e transporte, devem ter os mesmos cuidados sanitários que o processo adotado para os produtos. 
  • Assim como os produtos são padronizados, é importante que as embalagens também sejam padronizadas, atendendo as normas do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento - MAPA. 
Importante que as pessoas envolvidas no processo de embalar frutas e ou verduras, recebam treinamento. A capacitação da mão-de-obra é aspecto fundamental para o sucesso de qualquer atividade. Os produtores (as) devem buscar a qualificação da mão de obra  junto a instituições públicas ou privadas habilitadas. 

sábado, 28 de dezembro de 2013

Raíz do eucalipto


Este vídeo traz alguma informações importantes sobre o eucalipto, aos que cultivam ou tem interesse em cultivar vale a pena assistir.

terça-feira, 21 de maio de 2013

Proposta de fitoterápicos com registro simplificado


A Anvisa publicou, nesta quarta-feira (15/5), uma consulta pública para definir a lista de fitoteráticos de registro simplificado. A lista inclui as espécies que poderão ser registradas como medicamentos fitoterápicos ou como produtos tradicionais fitoterápicos, sem a apresentação de dados adicionais de segurança e eficácia.

A novidade da proposta é que ela divide as espécies entre as que possuem segurança e eficácia comprovada por estudos clínicos das que comprovam por histórico de uso pela população, as quais poderão ser enquadradas como produto tradicional fitoterápico.  A lista de fitoterápicos de registro simplificado existe na Anvisa desde o ano 2000; essa é a sua quarta atualização.

A consulta trata da lista de espécies vegetais que serão enquadrados em uma das duas categorias, incluindo produtos originados da arnica, calêndula, camomila e boldo, entre outros vegetais. A norma para o registro ou notificação de medicamentos fitoterápicos e produtos tradicionais fitoterápicos ainda está em discussão interna na Anvisa e também será colocada em consulta pública em breve.

A expectativa é que as normas de registro ou notificação e a lista final de produtos de registro simplificado sejam publicadas ao mesmo tempo, após a Anvisa finalizar a discussão.


Entenda a diferença:
Medicamentos fitoterápicosProdutos Tradicionais Fitoterápicos

Devem ser registrados na Anvisa com a apresentação de estudo clínicos que comprovem sua segurança e eficácia

Trata-se de uma nova categoria que está sendo proposta pela Anvisa. Inclui produtos que possuem um histórico de uso seguro pela população.

ParticipaçãoAs sugestões para a Consulta Pública nº 14/2013 podem ser enviadas entre os dias 22 de maio e 22 de julho de 2013, por meio do preenchimento de formulário específico, disponível no endereço:  http://formsus.datasus.gov.br/site/formulario.php?id_aplicacao=11451.

A Agência não aceitará contribuições por e-mail. As contribuições recebidas são consideradas públicas e estarão disponíveis a qualquer interessado, inclusive durante o processo de consulta.

Para mais informações, acesse a íntegra da
Consulta Pública nº 14/2013.



Fonte: Anvisa
 

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Georreferenciamento: Entenda um pouco mais


Está postagem tem a contribuição da empresa de georreferenciamento e topografia Fuso 22 que tem experiência na área, interessados em maiores informações podem entrar em contato  acessando o seguinte endereço http://fuso22topgeo.blogspot.com.br/  . 


1. O que é o georreferenciamento?
            O chamado georreferenciamento consiste na obrigatoriedade da descrição do imóvel rural, em seus limites, características e confrontações, através de memorial descritivo firmado por profissional habilitado,  "contendo as coordenadas dos vértices definidores dos limites dos imóveis rurais, georreferenciadas ao Sistema Geodésico Brasileiro e com precisão posicional a ser fixada pelo INCRA" (art. 176, § 4º, da Lei 6.015/75, com redação dada pela Lei 10.267/01).

            2. Quem está obrigado a fazer o georreferenciamento?
            Em regra, todos os proprietários de imóvel rural.
            Será também exigido das seguintes pessoas, em razão de serem obrigadas a prestar a declaração para o cadastro de imóveis rurais (CCIR), junto ao INCRA, observados os prazos do art. 10 do Decreto nº 4.449/02:
            I - dos usufrutuários e dos nu-proprietários;
            II - dos posseiros;
            III - dos enfiteutas e dos foreiros.

            3. Quais os prazos?
            Os prazos estão fixados no art. 10 do Decreto 4.449/02:
            I - após noventa dias da publicação do Decreto, para os imóveis com área acima de cinco mil hectares (5.000ha), ou seja, desde 29 de janeiro de 2003;
            II - após um ano, para os imóveis com área entre cinco mil (5.000ha) e mil hectares (1.000ha), ou seja, desde 1º de novembro de 2003;
            III - após dois anos, para os imóveis com área entre quinhentos (500ha) e mil hectares (1.000ha), ou seja, a partir 1º de novembro de 2004;
            IV - após três anos para os imóveis com área abaixo de quinhentos hectares (500 ha).
            OBS: Os proprietários de imóveis rurais com menos de 500 hectares que precisam realizar qualquer situação de transferência da propriedade só serão obrigados a fazer o georreferenciamento do imóvel e a certificação no Incra a partir de novembro de 2013. O prazo, que conforme previsão legal venceria no dia 20 de novembro de 2011, foi prorrogado com a entrada em vigor do Decreto nº 7.620, publicado no Diário Oficial da União.
            Foram incluídos no decreto prazos diferenciados de realização do serviço conforme o tamanho das propriedades.
            Para aquelas entre 250 e 500 hectares, a contagem é de dez anos, a partir de novembro de 2003, segundo consta em outro decreto, de nº 5.570/2005. (a partir de novembro de 2013)
            No caso dos imóveis com área entre 100 e 250 hectares, o prazo é de 13 anos. (a partir de novembro de 2016)
            Para as propriedades entre 25 e 100 hectares, a contagem é de 16 anos. (a partir de novembro de 2019)
            Para os imóveis com área inferior a 25 hectares, 20 anos. (a partir de novembro de 2023)

            4. Não se fazendo georreferenciamento, o que implica?
            Após os prazos do art. 10 do Decreto 4.449/02, prevalece o § 4º do art. 176, da Lei 4.947/66, modificada pela Lei 10.267/01, que assim dispõe: "no impedimento da efetivação do registro, em qualquer situação de transferência do imóvel rural".

sábado, 15 de outubro de 2011

Como soltar alevinos em açudes?

Adicionar legenda
Um aspecto que muitas vezes ocasiona morte de alevinos prematuramente e que é fácil de ser evitado, é a técnica para soltura de alevinos nos açudes, cito abaixo algumas orientações que evita perdas no momento da soltura:
  • Evitar horários de muito calor, principalmente nas horas de sol muito forte.
  • Coloque as embalagens, com os alevinos na água com ela ainda fechada.
  • Abra uma embalagem por vez.
  • Coloque a mão na água interna da embalagem e depois coloque a mão na água do açude para sentir se existe diferença.
  • Caso observe diferença entre as temperaturas da água da embalagem e do açude, vá misturando aos poucos água do açude dentro da embalagem, esse procedimento deve demorar uns 15 minutos, isso é para fazer o equilíbrio térmico da água e os alevinos irem se acostumando com a temperatura.
  • Quando a embalagem estiver cheia ou com a temperatura já equilibrada despeje a água fora do açude.
  • Depois de despejado a água da embalagem fora do açude, libere os alevinos para o açude.
OBS: O cuidado de despejar a água da embalagem fora do açude deve-se, pelo fato da água de transporte de alevinos ser considerada a grande responsável pela introdução de doenças nas pisciculturas.

domingo, 22 de maio de 2011

Extensão Rural

         Extensão compõe um dos três pilares do sistema universitário mundial, junto a pesquisa e ao ensino. Enquanto o ensino trata da ministração do conhecimento formal ou curricular, a extensão trata da difusão, da vulgarização do conhecimento por meios e métodos extra-escolares, a exemplo de conferências, palestras, cursos de curta duração, seminários, no contato direto dos educadores com os educandos, em seus lares e comunidades, etc.

         O conhecimento de que se fala refere-se, geralmente, aos resultados obtidos pela pesquisa ou colhidos em outras fontes do saber. Logo, a mais correta definição de extensão é que se trata de um processo educativo, extracurricular ou informal.

         A extensão rural, de forma organizada e considerada clássica pelos que estudam sua história nasceu nos Estados Unidos, na década de 80 do século dezenove. Foi quando os resultados das pesquisas realizadas nos Centros de Experimentação e nos Colégios Agrícolas precisaram ser divulgados entre os produtores rurais que surgiu o “Extention Service”, com seus métodos pedagógicos próprios, caracterizados principalmente pelas demonstrações.

         Essas demonstrações eram realizadas diretamente nas propriedades dos agricultores, geralmente no terreno de um líder comunitário, sob o princípio pedagógico do “ensinar a fazer, fazendo”. Quer dizer, o técnico tinha que realizar a prática (ou a demonstração) na frente dos agricultores após o que ela era repetida, comentada e avaliada pelos presentes.

         Para facilitar a compreensão das demonstrações os agentes de extensão utilizavam-se de meios áudio-visuais de comunicação, a exemplo de fotografias, álbuns seriados, flanelágrafos, ampliadores de som, impressos (cartas circulares,folhetos,folders,jornais e muitos outros meios).

         O serviço de extensão era dirigido à família agricultora e toda ela participava nos projetos executados. Os adultos recebiam novos conhecimentos sobre agricultura, pecuária combate a doenças e pragas das plantas, adubação do solo, épocas apropriadas de plantio, armazenagem, uso correto de máquinas agrícolas, alimentação balanceada dos animais, saneamento básico na propriedade, práticas de higiene pessoal, educação alimentar, educação para a saúde, melhoramento do lar, cuidados com os recém-nascidos, conservação de alimentos e outras práticas.

         Os jovens recebiam atenção especial e tanto os rapazes quanto as moças eram iniciados em todas as práticas realizadas pelos adultos. Ponto importante era a organização de grupos de adultos, na época separados entre homens e senhoras e moças e os grupos de jovens, estes sem separação de sexos, denominados de Clubes 4S, Futuros Fazendeiros e outros.

         Atribui-se a pesquisa agropecuária e à extensão rural o sucesso da agricultura norte-americana, fundada na propriedade familiar de médio porte econômico. A estratégia adotada era que com crédito (financiamentos) acompanhado de assistência técnica, econômica e social, correta, às famílias rurais era alcançado o aumento da produção, da produtividade, do trabalho humano, a elevação da renda e da qualidade de vida das famílias rurais. Foi esse o modelo adotado pelo estado de Minas Gerais, em 1948, quando teve inicio o serviço de extensão rural no Brasil, executado pela Associação de Crédito e Assistência Rural-ACAR, uma associação civil e sem fins lucrativos, de direito jurídico privado. Sete anos depois, Juscelino Kubitschek, baseado nos bons resultados obtidos pela ACAR-MG,  assinou um acordo com o governo norte-americano e criou o escritório Técnico de Agricultura-ETA, visando uma cooperação técnico-financeira, para execução de projetos de desenvolvimento rural,  entre os quais se destacava a extensão rural.

         Em 1956, Santa Catarina criava o serviço de extensão,com o nome  ETA-PROJETO17,adaptando processos administrativos,filosofia,princípios e metodologia utilizados pela ACAR de Minas. Como o ETA só tinha vigência por 4 anos,criou-se a Associação de Crédito e Assistência Rural de Santa Catarina (ACARESC) em 1957,para continuar os trabalhos do ETA-PROJETO17.

         No âmbito nacional foi criada a ABCAR, também nos moldes da ACAR-MG, para coordenar a extensão no Brasil. Em 1974 a ABCAR foi extinta e criada a Empresa Brasileira de Assistência Técnica e Extensão Rural (EMBRATER) e teve início uma queda na qualidade dos serviços de extensão em todo o País. Atribui-se, entre outras, como causa principal a interferência político-partidária nos serviços de extensão.

         Em 1984, a EMBRATER definia a extensão rural como processo educativo com o objetivo de contribuir para a elevação da produção, da produtividade da renda e da qualidade de vida das famílias rurais, sem dano ao meio ambiente. Iniciava-se uma nova e importante visão do futuro visando a sustentabilidade das atividades agrosilvopastoris no Brasil. No governo Fernando Collor a EMBRATER foi extinta e os recursos federais ficaram reduzidos de tal forma, que vários serviços estaduais de extensão foram extintos. Em Santa Catarina, em 1990, o governador Vilson Kleinubing “fundiu” os serviços de pesquisa com os de extensão visando economia nos gastos, além de outras motivações pouco racionais. O resultados foram mais uma queda na qualidade dos serviços prestados, tanto pela pesquisa quanto pela extensão, com aumento de custos e não com a redução de custos pretendida. Hoje, buscam-se novos caminhos para a EPAGRI (empresa que resultou da fusão da ACARESC com a ACARPESC, a EMPASC e o IASC), visando recuperar a qualidade dos serviços que deram prestígio às instituições de extensão rural e de pesquisa agropecuária que lhe deram origem.


 Clipping de: ASBRAER
Autor: Glauco Olinger
Engenheiro agrônomo

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Taturana lagarta que pode matar


Lonomia obliqua
     O contato com essa lagarta do gênero Lonomia pode provocar a morte de uma pessoa, motivado a alteração na coagulação do sangue, podem surgir reações alérgicas associado à urticaria, edema(inchaço) e febre.


       Essas lagartas já a algum tempo é encontrada em nossa região e nessa época o cuidado deve ser redobrado, pois já ocorreu casos de óbito, quando encontrar uma lagarta como a da foto ao lado é importante que a mesma seja recolhida e posta em um recipiente bem fechado e depois encaminhado para secretaria de saúde para identificação, as lagartas recolhidas podem ser encaminhadas para produção de soro e esse soro somente é produzido com a lagarta viva. Importante tomar muito cuidado no momento da coleta da lagarta afim de evitar contato, em caso de contato deve-se procurar atendimento médico imediatamente. 

     Geralmente essas lagartas preferem e por isso são mais encontradas em árvores como o cedro, ipê, figueira, abacateiro, pessegueiro,plátano, araticum, pereira, amexeira entre outras. Como forma de evitar o contato quando a pessoa precisa trabalhar em áreas de risco é recomendado usar roupas que protejam todo o corpo a fim de evitar o contato com a pele.

     Os sinais e sintomas mais frequentes como dor e queimação no local, que pode ser acompanhado de inchaço e vermelhidão de intensidade e duração variada, podem aparecer até três dias após o acidente, outros sintomas podem ser dor de cabeça, mal-estar geral, náuseas, vômitos, ansiedade, dores nas articulações, dores musculares e em menor frequência dor abdominal e queda de pressão arterial.

     Primeiros socorros indicados pelas secretárias de saúde são: manter a calma, procurar atendimento médico informando o fato ocorrido, evitar esforços desnecessários, não fazer torniquete ou amarras no membro atingido, lavar bem o local de contato com a lagarta, colocar compressas frias no local de contato, é contra indicato o uso de analgésicos sob risco de agravar o problema, procurar atendimento médico mesmo sem sintomas, não demorar para procurar atendimento médico.

     As pessoas podem solicitar orientação junto ao Centro de Informação Toxicológica. Plantão, pelo fone:  0800-780200, a discagem é gratuita.


Rural Atual

Convite: Convidamos o amigo(a), a participar da enquete que aparece no canto superior da tela. Sua participação é muito importante para nós. Desde já agradecemos.