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quinta-feira, 9 de abril de 2015

Potencialidades e dificuldades da cadeia produtiva do milho no Brasil

A importância da cultura do milho para o Brasil é conhecido pela maioria das pessoas, em toda a parte do nosso território existem plantações, seja para subsistência, ou para geração de renda. Fato é que a tecnologia e a qualificação de produtores e técnicos tem trazido melhorias na produtividade, gerando a expectativa de atender o mercado nacional e alcançar mercados no exterior. 

A Embrapa realizou e publicou importante diagnóstico sobre os problemas e potencialidades da cadeia produtiva do milho para o Brasil. Para os leitores que interessem no assunto, postamos o link que dá acesso a este material da Embrapa Diagnóstico Cadeia Produtiva do milho no Brasil

quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

Tarde de Campo abordou cultura de milho

 
Produtores puderam conferir últimas tecnologias de empresas parceiras

Sexta-feira, 16, na área experimental da Cotriel, em Espumoso, em parceria com as empresas Agroceres, Nidera e Pioneer, a Cotriel realizou mais uma Tarde de Campo. Aproximadamente 150 pessoas, entre estudantes, técnicos agrícolas, engenheiros agrônomos e produtores rurais de toda a área de abrangência da Cooperativa se fizeram presentes, superando as expectativas e confirmando a meta de difundir novas tecnologias. 

Foto divulgação: Cotriel
O evento teve como objetivo demonstrar as novas tendências para a cultura do milho. Os assuntos foram: uso de fertilizantes, manejo , competição de híbridos de milho, manejo da adubação nitrogenada envolvendo avaliação de fontes, doses, épocas e modos de aplicação de nitrogênio, uso de fertilizantes nitrogenados com tecnologia agregada , velocidade de semeadura, aplicação de fungicida foliar, manejo de sub-adubação e efeito de plantas de cobertura antecedendo o cultivo do milho. As empresas parceiras, apresentaram seus híbridos de milho transgênicos, a novidade a tecnologia pro 3, totalizando em toda a área demonstrativa, 15 cultivares. 
 
Foto divulgação: Cotriel
O coordenador da Tarde de Campo , o engenheiro agrônomo da Cotriel Luciano Nicolini, declarou-se satisfeito com mais este evento organizado pelo setor, pois apesar da época ser de intenso trabalho nas lavouras e a área de milho na região ainda não ser tão expressiva, os produtores demonstraram grande interesse em buscar novas tendências: “A cultura do milho vem apresentando grandes avanços tecnológicos nesses últimos anos. Fatores como disponibilidade de água, nutrientes, luz e temperatura são fundamentais para que o potencial genético se expresse ao máximo. Porém, a maioria dessas condições foge ao nosso controle. 
Apesar das melhorias nas previsões climáticas, ainda é difícil conhecer com precisão a sua frequência, intensidade, localização, época e duração. Graças aos programas de melhoramento, foi possível desenvolver híbridos mais responsivos ao aumento de população. A adoção desta prática está diretamente ligada ao posicionamento dos híbridos e ao nível tecnológico adotado dentro de uma região”, finalizou.

Fonte: Setor de Comunicação - Cotriel
Jornalista: Roger Nicolini
Reg. Prof.: MT/RS 13.165
 

sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

Plantio da soja e perspectivas para a cultura no Rio Grande do Sul

Com dias ensolarados e chuvas localizadas o plantio da soja no Rio Grande do Sul vai chegando ao final, segundo informações do conjuntural da Emater/RS - Ascar, que possui extensionistas na grande maioria dos municípios gaúchos e que acompanham o desenvolvimento das culturas, o clima favoreceu o avanço do plantio e o desenvolvimento vegetativo é regular, apesar de em alguma áreas estar ocorrendo problemas por falta de umidade e altas temperaturas. 

As lavouras implantadas dentro do período recomendado estão enfrentando melhor a falta de umidade e altas temperaturas que vem ocorrendo em grande parte do estado, já as recém plantadas sofrem e tem um crescimento abaixo do esperado. Apesar da falta de chuva enfrentada em algumas regiões, não existe nenhuma possibilidade de se falar em quebra da safra, pois a cultura está em fase de plantio e desenvolvimento vegetativo, além de que, a soja é uma cultura que tem grande poder de recuperação. 

Quanto ao clima, existem previsões de que até o dia 25 de dezembro as chuvas venham em maior quantidade, ocasionando um pouco de alívio para as plantas, porém como é típico da estação, essas chuvas não deverão atender a demanda de todas as regiões. 

Os produtores gaúchos deverão ocupar nesta safra, cerca de 5,1 milhões de hectares com a cultura da soja e tem-se uma expectativa de alcançar cerca de 14 milhões de toneladas do grão, isto equivale  a uma produtividade aproximada de 2,75 toneladas por hectare. 

segunda-feira, 6 de outubro de 2014

Plantio de soja - Orientações

Para alcançar uma boa produção de soja é preciso trabalho e dedicação do produtor para com a cultura, iniciando na escolha da variedade, época de plantio, preparo do solo, plantio, tratos culturais e colheita. O plantio com certeza é um dos principais aspectos que vão proporcionar uma boa produção, sem alguns cuidados nesta etapa, fica muito difícil conquistar o objetivo final de ter alta produtividade e produção.
 
Entre os aspectos citados no parágrafo anterior, vamos focar no momento do plantio, onde o produtor(a), deve observar alguns critérios técnicos, entre os quais destacamos três, sendo eles:
  • Época de plantio: Inicia-se o planejamento da lavoura de soja, pesquisando qual a época mais recomendada para realizar o plantio, esta época é determinada por estudos científicos que resultam no Zoneamento agrícola para cada região. No sul o mês de novembro geralmente é o que concentra a melhor época para o plantio. Já plantios na segunda quinzena de dezembro até janeiro, tendem a sofrer mais com problemas como a falta de chuva e ataque de pragas  e doenças.
  • Umidade e temperatura do solo:  A semente após adequadamente semeada, precisa para germinar de umidade e aeração do solo, pois ela vai necessitar para uma boa germinação, absorver água em uma quantidade de aproximadamente 50% do seu peso. Também é necessário que as máquinas utilizadas para o plantio, proporcionem um bom contato entre a semente e a terra. Caso o plantio tenha que ser realizado sem as condições mínimas de umidade é recomendado fazer tratamento nas sementes para aumentar a vida útil das mesmas no solo, até que as condições adequadas aconteçam.
  • Procedimento de plantio: Abaixo citamos cinco procedimentos fundamentais para que obtenhamos um bom plantio:
  1. Equipamento utilizado: O tipo de semeadora utilizada, juntamente com o tipo de dosador de semente, do controlador de profundidade e também do compactador, tem forte influência no resultado da qualidade de semeadura.
  2. Velocidade de plantio: A velocidade com que é realizado o plantio também é importante, pois influi na uniformidade da lavoura e nos danos Às sementes, o ideal são deslocamentos com velocidades entre 4 a 5 km/h, observando aspectos como a uniformidade do terreno.
  3. Profundidade de semeadura: Recomenda-se semear a uma profundidade média de 3 a 5cm. Quando semeado a profundidades maiores, corre-se o risco da plântula sofrer para emergir, principalmente em solos que compactam facilmente.
  4. A posição da semente em relação ao adubo: Deve-se ter o cuidado para que o adubo seja depositado ao lado e abaixo da semente, evitando o contato direto, pois pode ocasionar uma menor absorção da água pela semente. Também quando o adubo tem alto percentual de K - Potássio é possível que a plântula morra em caso de contato como o adubo.
  5. Uso de produtos químicos : Produtos químicos utilizados na dose recomendada, geralmente não causam danos na germinação, porém altas doses, podem acarretar problemas de germinação e ou desenvolvimento desta plantas de soja.
Na dúvida, sempre procure orientação de técnico que tenha boa experiência na cultura da soja, é preciso tomar muito cuidado para realizar corretamente o plantio, pois erros nesta etapa, dificilmente serão corrigidos no decorrer do desenvolvimento da lavoura e o produtor deixará de obter o seu principal objetivo que é o lucro.



 

quinta-feira, 7 de agosto de 2014

Espaçamento no plantio do milho

Recomendações sobre espaçamento entre plantas de milho no Rio Grande do Sul são variáveis, isso ocorre pelas diferenças existentes nas características genéticas e morfofisiológicas das cultivares utilizadas, também pelas condições edafoclimáticas do ambiente e o sistema de manejo adotado pelo produtor. 

Ao analisarmos as recomendações das empresas produtoras de sementes de milho, vamos verificar uma variação que oscila de 4 a 7 plantas por metro quadrado (m²), as densidades maiores são recomendadas quando encontramos condições de solo com alta fertilidade, boa disponibilidade de chuvas ou áreas que vão receber irrigação e que os produtores pretendam utilizar boa quantidade de adubação, principalmente na adubação nitrogenada. Também em altas densidades o ideal é que essas lavouras estejam localizadas em altitude favorável a cultura, isso ocorre em altitudes a partir dos 700 metros. 

Quando pensarmos em regiões com tendências pelo seu histórico de sofrer com escassez de água,  por fenômenos climáticos como a seca ou estiagens, onde a necessidade da planta por água é alta, somados a fatores como o plantio em períodos mais tardios,baixa altitude, em solos com baixa fertilidade natural e que o produtor não possui condições de realizar adubação suficiente, é recomendável utilizar espaçamento entre plantas menor, utilizando de 4 a 5 plantas /m². 

Outro aspecto que influencia muito no potencial da lavoura de milho e que o produtor precisa levar em conta na hora de planejar o espaçamento entre plantas, é a temperatura que geralmente ocorre naquela região, principalmente a noite, temperaturas mais elevadas a noite são menos favoráveis ao desenvolvimento e produção da cultura, nesse caso, também é recomendado diminuir um pouco o espaçamento entre plantas.

Leia também Adubação foliar - micronutrientes na soja e milho

terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

Falta de chuva e temperatura alta preocupam produtores de soja do RS.

A cultura da soja encontra-se principalmente nas  fases de enchimento de grãos e floração e a preocupação com o clima começa a ficar maior devido as altas temperaturas apresentadas nas últimas semanas, e pela irregularidade das chuvas, a queda de vagens em muitas lavouras já é percebida e se o clima não mudar logo, a produção do estado pode ser afetada significativamente. 

sábado, 27 de outubro de 2012

Zoneamento Agrícola da soja

O Zoneamento Agrícola tem por objetivo indicar o melhor período para plantio das culturas e quais áreas são aptas a receber determinada cultura. Os elementos climáticos que mais interferem no desenvolvimento e produções da soja são: precipitação pluvial, temperatura do ar e fotoperíodo. A soja adapta-se melhor a temperatura do ar entre 20 e 30 °C. A temperatura ideal do solo é de 25 °C  que proporciona germinação rápida e uniforme . Temperaturas abaixo dos 10°C e acima dos 40 são negativas para a cultura. 
O plantio da soja fora do período recomendado pelo zoneamento, além de aumentar os riscos de perdas de produção, também acarreta perda do direito ao seguro agrícola.
Acesse informações detalhadas sobre o zoneamento da soja para o Rio Grande do Sul no atalho ao lado Zoneamento da soja .

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Consumo de água pela cultura do milho

Saber quanto a planta de milho consome de água em média pode ajudar no planejamento do plantio e na irrigação da cultura se for o caso, o número de plantas por hectare no momento do plantio pode ser maior ou menor conforme o planejamento de cada propriedade, as previsões do clima e outros aspectos. Para auxiliar estou postando algumas informações da pesquisa quanto ao consumo de água pela cultura do milho. As quantidades totais e médias diárias de evapotranspiração máxima do milho (ETm), em condições ótimas de fornecimento de água, variam em função do seu estádio de desenvolvimento,  local de cultivo e época de semeadura.

O consumo de água difere pelo período de desenvolvimento da planta do milho:

- Sub- período de semeadura e emergência : Depende do tipo de solo, do sistema de cultivo e da época de semeadura, mas varia de 1,5 a 3 mm/m² /dia, o que é uma quantidade relativamente baixa.

- Sub-período vegetativo - Nessa fase o consumo de água ainda não é tão alto, variando de 2,5 a 4,5mm/m²/dia, dependendo da época de plantio e região de cultivo.

- Sub-período reprodutivo - Durante essa fase ocorre um significativo aumento da estatura da planta e da área foliar ocorrendo um aumento na evapotranspiração, porém a evaporação do solo tende a diminuir devido ao sombreamento da planta. Os valores diários necessários no período variaram de 4,5 a 7 mm/m²/dia.

- Sub-período do florecimento - Nesse período a planta demonstra a maior área foliar, maior atividade fotossintética e maior transpiração, sendo assim, também é o período que a planta exige mais água, a quantidade varia entre 7 a 8 mm/m²/dia, assim como em outros períodos isso depende da época da semeadura e da região.

- Sub-período de enchimento de grãos - Nesse período a exigência por água começa a diminuir , ficando a demanda por água em torno dos 3,5 a 5 mm/m²/dia.

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

PODRIDÃO CINZA DA RAIZ – Macrophomina phaseolina


           Esta doença é a mais favorecida por períodos de estiagem e altas temperaturas. Provavelmente, será muito frequente durante a safra 2010/11. Há várias safras vem ocorrendo no sul do Brasil, o que significa a presença de alta quantidade de inóculo no campo. Seu sintoma mais visível é a antecipação do ciclo de plantas distribuídas ao acaso ou agrupadas em áreas de solo mais seco, resultando em grãos de menor tamanho e de menor qualidade. Estas plantas apresentam raízes apodrecidas, desprendendo a casca com facilidade, apresentando o lenho de coloração acinzentada.

       Trabalhos realizados na Embrapa Soja mostraram a correlação entre chuva e ocorrência desta doença, no Paraná. Em ano de deficiência de água, mais de 50% de plantas de soja mostraram a doença aos 105 dias após a semeadura. Nos dois anos seguintes, quando não houve restrição hídrica, este índice atingiu 30% no final do ciclo da cultura.

      É uma doença de difícil controle, pois não há cultivares de soja com resistência, a rotação de culturas não é eficiente a curto prazo e o tratamento com fungicidas não tem efeito algum. Para minimizar seus impactos, o agricultor deve investir em formas para manter suprimento adequado de água às plantas, como irrigação, plantio direto (que aumenta a quantidade de matéria orgânica) e melhoria das condições físicas do solo, evitando a compactação e favorecendo o desenvolvimento do sistema radicular.


Fonte pesquisa : Embrapa

Rural Atual 

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