terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Triticale pode substituir o milho na alimentação de suínos e aves

O milho é o principal grão utilizado na elaboração de ração animal, principalmente em função do valor energético do cereal. Outro componente na formulação das rações é o farelo de soja, commodities voltada ao mercado internacional. Na última safra, porém, a estiagem comprometeu a produção de milho e soja na Região Sul, aumentando os custos na alimentação das criações, especialmente suínos e aves.

A alimentação animal é o principal uso do triticale no mundo. Em 2011, a área de triticale no Brasil foi de 46 mil hectares. A maior quantidade de proteína bruta e a melhor qualidade nutricional dos aminoácidos do triticale compensam o menor valor energético, quando comparado ao milho. De acordo com o pesquisador da Embrapa Trigo, Alfredo do Nascimento Junior, em média, até 75 % do milho poderia ser substituído por grãos de triticale na dieta de suínos e aves, sem acarretar em danos em ganho de peso, no consumo de ração e na conversão alimentar, podendo inclusive resultar em melhor bonificação das carcaças de suínos melhorando a margem bruta recebida pelos animais. Em nível energético, dietas com maior participação do triticale poderiam ser corrigidas através da adição de gordura.

“A substituição parcial do milho em favor do uso de grãos de triticale, como constituinte alternativo de rações para suínos, deve-se a melhor constituição protéica, principalmente lisina, que o milho e ao menor custo que o farelo de soja. O maior conteúdo de lisina, a maior digestibilidade da proteína bruta, o maior teor de fósforo e o melhor balanceamento de minerais tornam o triticale especialmente indicado para a alimentação de suínos e aves”, explica o pesquisador da Embrapa Suínos e Aves, Gustavo Julio Mello Monteiro de Lima. Segundo ele, o nível ótimo econômico de substituição depende dos preços dos ingredientes que entram na formulação da ração e do preço de bonificação do suíno.

Fonte: Embrapa